Há momentos em que o silêncio também é uma escolha. Diante do que está em disputa no Brasil, é preciso dizer com firmeza de que lado estamos quando falamos em democracia, direitos, justiça social e soberania.
As eleições não dizem respeito apenas à escolha de representantes. Elas expressam projetos de sociedade, concepções de Estado, prioridades para as políticas públicas e diferentes perspectivas sobre democracia, direitos, soberania e justiça social. Em cada processo de eleição, estão em disputa o futuro do nosso país e as condições reais de vida da população.
É por isso que votamos com o nosso Código de Ética!
Para o Serviço Social brasileiro, que completou 90 anos de trajetória, marcas de lutas, ruputras e compromisso ético político, a defesa da democracia não pode ser reduzida à sua dimensão formal. Nosso compromisso é com a radicalidade democrática, com a ampliação da participação popular, com a socialização da riqueza socialmente produzida, com o acesso universal aos direitos e com a construção de condições concretas para que todas as pessoas possam viver com liberdade, dignidade e igualdade.
E sabemos, pela própria realidade social brasileira, onde a conta dos retrocessos costuma chegar primeiro.
Quando direitos são retirados, políticas sociais são desmontadas, o Estado se afasta de suas responsabilidades e a desigualdade social e racial se aprofundam, nesse cenário, são a classe trabalhadora e os segmentos historicamente mais atingidos pela exclusão, discriminação e preconceitos que sentem primeiro e com maior intensidade os seus efeitos.
A conta chega, sobretudo, para quem depende das políticas públicas para garantir seus direitos: o acesso à escola pública, à saúde por meio do SUS, à assistência social, à previdência, à moradia, ao trabalho e à renda, à cultura, bem como a proteção diante dos efeitos cada vez mais agravantes dos eventos climáticos. É sobre essa população que recaem, de forma desigual, as consequências das desproteções sociais e das dificuldades de acesso às políticas públicas, aprofundando as expressões da questão social e racial.
Chega de forma ainda mais dura e violenta para a população negra, para as mulheres, para as pessoas LGBTQIAPN+, para as pessoas com deficiência, para os povos indígenas, para as comunidades tradicionais e para todos aqueles que, historicamente, enfrentam processos de exploração, expropriação e opressão
Como afirma Ailton Krenak “o futuro é aqui e agora, pode não haver o ano que vem” (2020; p.89). Essa reflexão nos convoca a compreender que direitos e justiça social não podem ser tratados como questões abstratas. Não podemos adiar as escolhas e as lutas que o presente exige!
Defender a democracia é defender as condições concretas de participação do povo nas decisões sobre os rumos do país.
Defender a justiça social é enfrentar as desigualdades que estruturam nossa sociedade.
Defender políticas sociais públicas e universais é afirmar que direitos não podem ser transformados em mercadoria, privilégio ou favor.
Defender a soberania é afirmar o direito do povo brasileiro de decidir sobre seu próprio destino, seus recursos, suas riquezas e seu projeto de desenvolvimento, recusando toda forma de subordinação e ingerência imperialista.
Neste processo eleitoral, reafirmamos nosso compromisso com a radicalidade democrática, os direitos humanos e sociais, as políticas sociais públicas, a soberania popular e nacional, a justiça social e a emancipação humana.
Porque sabemos o que está em jogo. Sabemos que as escolhas políticas têm consequências concretas e que os retrocessos não atingem a todos e todas da mesma maneira.
E sabemos também sobre quem recaem primeiro os efeitos dos retrocessos políticos, econômicos e sociais.
Assistente Social vota com consciência crítica, compromisso ético e princípios emancipatórios!
CRESSRS- Conselho Regional de Serviço Social da 10ª Região
(51) 3224-3935
(54) 3228-0624
(53) 3025-5756