O dia 21 de setembro marca o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, uma data que nasceu da mobilização dos próprios movimentos sociais e que, há décadas, reafirma a necessidade de construir uma sociedade sem barreiras, preconceitos e desigualdades.
A data começou a ser celebrada em 1982, por iniciativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes (MDPD), no contexto da organização e mobilização das pessoas com deficiência por cidadania, participação social e garantia de direitos. A escolha do dia 21 de setembro está relacionada à proximidade com o início da primavera, associado simbolicamente ao nascimento e à renovação das reivindicações do movimento. Em 2005, a data foi oficialmente instituída pela Lei Federal nº 11.133.
O Serviço Social tem contribuído para a luta das pessoas com deficiência enquanto profissão que atua diretamente no acesso e na defesa dos seus direitos. Para a assistente social Larissa Beatriz de Bortoli, trabalhadora do INSS de Caxias do Sul, realizando a avaliação social da pessoa com deficiência, falar sobre a luta anticapacitista é reconhecer a trajetória de um movimento potente que, há décadas, provoca a sociedade a repensar suas práticas e a superar o discurso meramente declaratório da inclusão.
Para ela, é necessário materializar a inclusão de forma efetiva, responsável e comprometida com a garantia de direitos. “Nesse processo, o Serviço Social desempenha um papel fundamental”, afirma. “De forma particular, a atuação nos espaços de controle social — contribuindo para o fortalecimento desses espaços — constitui uma das mais importantes intervenções que a profissão pode oferecer, pois são arenas privilegiadas de debate, construção coletiva e promoção do movimento pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência”, completa.
Larissa também integra o Conselho da Pessoa com Deficiência no município de Caxias do Sul e reforça que a luta pela inclusão não se restringe à garantia de acesso a serviços. “Envolve também participação, autonomia, acessibilidade, reconhecimento e presença ativa das pessoas com deficiência na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas”, avalia.
A construção de uma sociedade inclusiva exige reconhecer e enfrentar o capacitismo, eliminar barreiras e garantir que as pessoas com deficiência possam exercer plenamente seus direitos e participar das decisões que dizem respeito às suas próprias vidas.
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