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CRESSRS participa de debate sobre a democratização da comunicação durante a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, em Porto Alegre

01/04/26 às 16:57
Foto no auditório da ARI, com banner da caravana do FNDC ao lado de uma mesa, onde estão sentados cinco homens e uma mulher.

Divulgação CRESSRS

O Conselho Regional de Serviço Social do Rio Grande do Sul (CRESSRS) integrou-se a programação da 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, realizada em Porto Alegre/RS, entre os dias 26 a 29 de março. No sábado (28/03), a assistente social conselheira do CRESSRS, Aline Vargas Escobar, e a assessora de comunicação do conselho, Mariana de Mattos, estiveram presentes na abertura da Caravana do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), realizada na Associação Riograndense de Imprensa (ARI), com objetivo de debater a desinformação, a concentração de poder nas plataformas digitais e o papel da mídia tradicional no avanço da extrema direita.

O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) integra o FNDC desde outubro de 2014, entendendo a centralidade da luta por uma comunicação democrática e em defesa dos direitos humanos no Brasil. Por isso, o conjunto CFESS-CRESS se une à caravana que faz parte de uma mobilização nacional que percorrerá 10 cidades brasileiras ao longo de 2026, unindo as vozes contra os monopólios da comunicação.

Nesta 1ª atividade, no RS, a programação iniciou com a mesa “O papel da comunicação hegemônica a serviço do fascismo”, com participação da jornalista Katia Marko, da antropóloga Letícia Cesarino, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do jornalista Federico Pita (Argentina), do sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), e de Diego Marques, professor de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Conselheira do CRESSRS, mulher, negra e assessora de comunicação do CRESSRS, mulher parda, ao lado do banner da caravana do FNDC.

Divulgação CRESSRS

Na sequência, a mesa “Propostas para soberania nas comunicações” contou com a professora da Universidade Federal do Ceará, Helena Martins, Ergon Cugler, do Barão de Itararé e conselheiro da Presidência da República no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Admirson Medeiros Ferro Júnior, representante da relatoria de Inteligência Artificial do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Mateus Azevedo, primeiro-secretário executivo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS), José Nunes, presidente da ARI, e o historiador Walter Lippold, integrante do Coletivo Fanon.

PODER DAS BIG TECHS

O debate da caravana do FNDC apontou para o avanço dos monopólios das Big Techs na comunicação. As Big Techs são as maiores e mais influentes empresas de tecnologia do mundo, que englobam as cinco gigantes dos EUA — Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta (Facebook) e Microsoft — que dominam o mercado digital, coletam dados em escala global e moldam o cotidiano, a economia e a inovação tecnológica.

Segundo as e os palestrantes, essas plataformas podem interferir diretamente no debate público e em processos eleitorais ao controlar a circulação e a visibilidade de conteúdos, inclusive reduzindo o alcance de determinadas vozes e candidaturas das redes. Ainda no campo político, apontam a evidência de que há convergência entre big techs e governos de extrema direita, impulsionada por disputas geopolíticas e pela expansão das empresas.

Um alerta para as/os assistentes sociais é o modelo econômico destas plataformas, que lucra com a proliferação de conteúdos anti-direitos humanos, incluindo masculinismo redpill, golpes de tigrinho, pirâmides de pix, negacionismo climático, negacionismo científico, revisionismo histórico e neonazismo. Desta forma, as e os especialistas defendem a necessidade de regulação e controle democrático sobre as plataformas e a criação de alternativas ao modelo atual para evitar a continuidade da proliferação do discurso fascista na atmosfera digital.

SOBERANIA DIGITAL

Apesar do poder da Big Techs, o historiador Walter Lippold acredita que a tecnologia deve ser entendida como campo de disputa, podendo ser apropriada pelo nosso país e transformada. Atualmente, mesmo com um governo progressista, a correlação de forças não é a nosso favor e as big techs estão infiltradas no alto escalão. Segundo Ergon Cugler, o Brasil já pagou pelo menos R$ 23 bilhões em softwares estrangeiros, em vez de investir em tecnologia própria.

Ao abordar caminhos de enfrentamento, os especialistas indicaram três frentes: a disputa política nas próprias plataformas, combinada com organização offline, a regulação, apesar das limitações, e, sobretudo, a construção de alternativas no campo da soberania digital.

Assista o debate completo da 1ª Caravana no FNDC: 

CONFERÊNCIA ANTIFASCISTA

Sediada em Porto Alegre, berço do Fórum Social Mundial, a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos reuniu mais de 4 mil pessoas de cerca de 40 países, entre ativistas históricos e jovens, e reafirmou, em sua carta final, o compromisso com a luta internacional contra o fascismo e o imperialismo. O documento aponta o avanço da extrema direita e a intensificação de desigualdades, defendendo a construção de uma sociedade baseada na solidariedade, justiça social e direitos humanos.

Leia a Carta de Porto Alegre: unidade contra o Fascismo e pela Soberania dos Povos 

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